Arquivo de novembro de 2008

Bombinhas com CFC estão proibidas a partir de 2011

Os medicamentos que contém gás clorofluorcarbono (CFC), como bombinhas para asma, não poderão ser mais produzidos ou importados a partir de 1º de janeiro de 2011. A determinação está na RDC 88/2008 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada no diário oficial desta quarta-feira (26).

Os fabricantes desses medicamentos também deverão colocar, nas bulas e embalagens, o seguinte aviso: ESTE MEDICAMENTO CONTÉM SUBSTÂNCIAS QUE AGRIDEM A CAMADA DE OZÔNIO E POR ISSO SERÁ SUBSTITUÍDO. PROCURE SEU MÉDICO PARA ORIENTAÇÕES". A advertência deve ser incluída até 31 de julho de 2009.

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O mito dos cigarros de baixos teores

A expressão “cigarro de baixo teor” refere-se a uma menor liberação de alcatrão e nicotina pelo cigarro durante o ato de fumar.

Os fumantes de cigarros com baixo teor têm um risco ligeiramente menor de câncer pulmonar e menor prevalência de tosse e expectoração do que aqueles que fumam cigarros de alto teor, mas não muda o risco de doenças cardiovasculares e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Continuar a leitura »

Ronco e apnéia do sono podem levar a desconforto e morte

 O ser humano passa cerca de um terço de sua existência dormindo. Atividade essencial para manter a saúde e melhorar a qualidade de vida, o sono é um período de repouso para o corpo e a mente. Porém, não é para todas as pessoas que este momento de descanso é tranqüilo e eficiente. É o caso de quem sofre de apnéia obstrutiva do sono.

A apnéia é uma doença que se caracteriza principalmente por interrupções na respiração durante o sono. Estes episódios ocorrem várias vezes e duram apenas alguns segundos, após os quais a respiração normal é retomada. O principal resultado é uma noite mal dormida, com sensação de fadiga e sonolência ao despertar.

A Dra. Lia Azeredo Bittencurt, da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, explica que fatores como idade acima de 40 anos, obesidade, consumo de bebidas alcoólicas e cigarro fazem com que a musculatura da faringe fique flácida, tornando a pessoa propensa a sofrer de apnéia.

“Ao dormir, ocorre um relaxamento da musculatura, então é muito freqüente roncar. É um sinal de apnéia se a pessoa está roncando e de repente faz um silêncio, este silêncio é porque a garganta fechou, é uma parada respiratória”, completa.

Por se manifestar durante o sono, a apnéia é difícil de ser diagnosticada. Há pessoas que convivem anos com a doença, a ponto de se habituar e nem perceber que estão doentes. O diagnóstico tardio, entretanto, pode trazer complicações como hipertensão e arritmias cardíacas.

Além disso, a apnéia traz conseqüências e desconfortos imediatos. “A garganta fica estreitada e a pessoa tem pequenos despertares para tentar voltar a respirar. No dia seguinte ocorre o cansaço, a sonolência e a memória ruim”, comenta a dra. Lia. 

Veja o artigo completo no site Pulmonar

19 de novembro: Dia Mundial de Combate à DPOC

19 de novembro é o Dia Mundial de Combate à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), e nesta data ocorrem manifestações no mundo inteiro com o objetivo de informar a população sobre este mal.

Falta de ar, dificuldade para caminhar, às vezes, impossibilidade de subir uma escada. Estes são alguns dos sintomas da DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, problema respiratório que mata mais de 4 brasileiros a cada hora e, que infelizmente ainda não tem cura. No entanto, pode ser evitado e controlado quando diagnosticado precocemente.

Estas são as principais mensagens que a população receberá no dia 19 de novembro, numa mobilização nacional pelo Dia Mundial de Combate à DPOC. A data será marcada por uma campanha de conscientização. Além disso, artistas plásticos regionais são convidados a customizarem uma escada de 4 metros de altura, que representa os desafios do portador de DPOC. Durante todo o dia, a população poderá conhecer mais sobre a doença e ainda passar por uma avaliação pulmonar, que pode indicar a ocorrência da enfermidade. O objetivo é conscientizar toda a sociedade, mas com uma atenção especial aos fumantes e ex-fumantes com mais de 40 anos, considerados o principal grupo de risco da doença.

Na capital paulista, a ação acontecerá das 08 às 18 horas, na Praça dos Correios, no Centro. A escada será decorada pelo artista plástico Walter Nomura, o Tinho, famoso pela pintura na rampa central do SESC Santana. A campanha ocorrerá simultaneamente em mais seis cidades: Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Recife, Campinas e Ribeirão Preto.

Veja mais no site da SPPT clicando aqui

Mais de 2600 fumantes passivos morrem por ano

O governo gasta pelo menos R$ 37 milhões com os 2.655 fumantes passivos que morrem anualmente das três principais doenças relacionadas ao fumo: enfarte, derrame e câncer de pulmão. Desse valor, R$ 19,15 milhões são com tratamentos pagos pelo Sistema de Saúde; e R$ 18 milhões referem-se aos gastos da previdência social com o pagamento de pensões ou benefícios aos parentes das vítimas.  

Esses valores foram calculados pela pesquisa "Impacto do Custo de Doenças relacionadas com o tabagismo passivo no Brasil", estudo econômico encomendado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo, divulgado ontem de manhã, foi patrocinado pelo projeto iniciativa Bloomberg Brasil.  

O cálculo teve como base a estimativa "Mortalidade Atribuível ao Tabagismo Passivo no Brasil", publicada em agosto, que calculou que 2.655 não fumantes morrem todo o ano no País em conseqüência de doenças isquêmicas do coração, principalmente enfarte, acidente vascular cerebral e câncer de pulmão .

O tratamento anual dos fumantes passivos que morrem por enfarte corresponde a 64% dos gastos do SUS com doenças do tabagismo passivo, ou seja, R$ 12,2 milhões. Os fumantes passivos que morrem de derrame custam anualmente R$ 6,65 milhões ao sistema público de saúde.

Veja a notícia completa no Estadão

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Pulmões de fumante e de não-fumante

Diariamente atendo pacientes em fase final de doenças pulmonares. Alguns com câncer de pulmão, muitos com enfisema e bronquite crônica. Vejo neles o sofrimento causado pelo cigarro e o arrependimento por não ter parado antes.

Além de ajudar as pessoas a parar de fumar, acredito ser também dever do médico participar do processo de informação e educação continuada da comunidade.

Pare de fumar e ajude alguém a parar. Enquanto é tempo.

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