Arquivo de janeiro de 2009

Fumar na adolescência pode levar à depressão

Fumar na adolescência pode levar à depressão na vida adulta, sugere um estudo americano publicado na edição desta semana da revista científica Neuropsychopharmacology.

Os pesquisadores da Universidade Florida State injetaram ratos adolescentes por 15 dias com doses diárias de nicotina ou uma substância de água com sal.

Depois desse período, os cientistas submeteram os ratos a diversos experimentos para testar as reações dos animais a situações estressantes, assim como a resposta à oferta de recompensas.

Os resultados indicam que os ratos que receberam nicotina passaram a apresentar sintomas associados à depressão, como ansiedade, repetição dos hábitos de limpeza e uma diminuição no consumo de recompensas como doces. Continuar a leitura »

Americana pode vetar fumo em locais públicos

O consumo de cigarro em ambientes coletivos, viaturas oficiais, táxis e comércio pode se tornar proibido em Americana. Projeto de lei protocolado ontem pelo vereador Cauê Macris (PSDB) prevê a aplicação de sanções administrativas e multas aos infratores aplicadas pela Vigilância Sanitária.

Caso a lei seja aprovada com texto original, a restrição atingirá recintos de uso coletivo, total ou parcialmente fechados em qualquer dos seus lados por parede, divisória, teto ou telhado onde ocorra permanência ou circulação de pessoas.

Conforme a propositura, se enquadram nos requisitos locais de trabalho, estudo, cultura, culto religioso, lazer, esporte, áreas comuns de condomínios, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, centros comerciais, bancos, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, além de repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus, bibliotecas e espaços de exposições. O documento inclui veículos públicos ou privados de transporte coletivo, viaturas oficiais de qualquer espécie e táxis.

Fonte: ACTBr – O Liberal

Mulheres tem mais dificuldade em parar de fumar

cigarro_mulher_fumandoAs mulheres têm mais dificuldades que os homens em parar de fumar. Um estudo aponta que o vício está mais associado ao fator psicológico do que químico. E a depressão, um dos motivos que alimenta a necessidade de fumar, é duas vezes mais comum nas mulheres.

Abandonar um vício de vários anos parece uma barreira instransponível para muitas mulheres. Um estudo feito por um grupo de apoio a tabagistas em São Paulo revela que a dificuldade em largar o cigarro pode ser mais psicológica do que química.

O levantamento feito com 6 mil pacientes mostra que 20% dos fumantes tem dependência da nicotina leve ou moderada. Em 30% dos casos a dependência da substância é grave e para 50% dos pesquisados, a principal dependência é a psicológica. Isso porque a pessoa se condiciona a fumar e o vício também pode mascarar uma depressão. Doença que é duas vezes mais comum nas mulheres.

Fonte: Tabagismo Online

Cigarro com “baixos teores” podem ter níveis elevados de nicotina

Por Luis Fernando Correia

Usar uma marca de cigarros com baixos teores não garante menores níveis de nicotina e alcatrão aos usuários. Essa descoberta faz parte de informações da própria indústria de cigarros e está disponível ao público a partir de um processo judicial nos Estados Unidos.

Para entender isso, precisamos antes conhecer como são dosadas as substâncias presentes na fumaça do cigarro para serem classificados como de baixos teores. Foram estabelecidos padrões internacionais para a nicotina, alcatrão e gás carbônico liberados na fumaça do cigarro. Uma máquina de fumar realiza tragadas de forma controlada e mede as concentrações de tóxicos na fumaça liberada.

O que as fábricas descobriram foi que os cigarros fumados na máquina liberam baixos teores de nicotina e alcatrão. Porém, quando usados por fumantes humanos, oferecem quantidades em média 50% maiores dessas substâncias. O que determina essa diferença é a elasticidade do cigarro ao ser submetido à pressões diferentes de tragada. Continuar a leitura »

Qual exame é o melhor?

Three laboratory retortsFreqüentemente somos questionados pelos pacientes sobre qual exame é o melhor. A tomografia computadorizada? A ressonância magnética? Ou o bom e velho raio-X?

As alterações tecnológicas na medicina ocorrem de forma diferente que de outras áreas. Na música, por exemplo, a tecnologia permitiu a substituição dos antigos discos de vinil pelos CDs, depois pelo MP3. Na medicina as tecnologias permanecem e se complementam.

Então, a resposta é sempre a mesma. Qual a finalidade do exame? A melhor resposta é “depende”.

Na imensa maioria das vezes, um exame clínico bem feito resolve muitas situações. Um raio-X mostra muita coisa. Uma tomografia o complementa, mas não o substitui, e uma ressonância pode não ajudar em nada em algumas situações, e ser de extrema necessidade em outras. Exames simples de sangue podem definir um diagnóstico, ao contrário de outros mais sofisticados, porém mal solicitados. Continuar a leitura »

Lei antitabagismo reduz hospitalização por infarto

O primeiro relatório semanal dos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), dos Estados Unidos, deste ano, relata uma considerável redução de casos de infarto agudo nos residentes de Pueblo, no Colorado (EUA), após entrar em vigor uma lei que proíbe fumar em locais como escritórios e restaurantes. Nos primeiros 18 meses, a taxa de hospitalização por infarto caiu 27% e seguiu em queda, alcançando 41% para o período 2002-2006.

Alem de interferir na atividade cardíaca de forma aguda, os especialistas referem que a exposição secundária ao fumo prejudica a função das plaquetas sanguíneas e do sistema vascular. Mas, igualmente, evidências sugerem que os efeitos agudos no fumante passivo felizmente são rapidamente reversíveis. Finalmente, a lei que proíbe fumar em locais fechados não só protege os não-fumantes mas faz com que o tabagista fume menos.

Fonte: CDC (veja o artigo publicado em sua versão original em inglês clicando aqui)

Fumar pouco tem algum risco?

Um estudo realizado por pesquisadores de Oslo (Noruega) determinou o risco de morte por doenças relacionadas ao tabagismo, em homens e mulheres que fumavam apenas 1 a 4 cigarros por dia.

Cerca de 23.521 homens e 19.201 mulheres, com idade de 35 a 49 anos, foram acompanhados durante os anos 70 até o final do estudo, concluído no ano de 2002. A influência de  outros fatores, relacionados ao risco de morte, foram excluídos durante a análise estatística dos resultados do estudo.

Os resultados do estudo demonstraram que  em fumantes  de 1 a 4 cigarros por dia, comparados com indivíduos do grupo controle (não-fumantes) , o risco de morte por doença arterial coronariana era 2.7 vezes maior em homens e 2.9 vezes maior em mulheres. O risco de morte por câncer de pulmão era  2.7 e 5.0 vezes maior em homens e mulheres, respectivamente. O risco de morte por qualquer outra causa, era 1.5 e 1.4 vezes maior em homens e mulheres, respectivamente.

Os autores do estudo concluem que em ambos os sexos, fumar apenas 1 a 4 cigarros por dia, associa-se a um aumento significativo do risco de morte por doença arterial coronariana, câncer de pulmão, bem como, morte por outras causas. Esse grupo de fumantes “leves”, deverá ser conscientizado e encorajado a largar o vício de fumar.

Fonte: Tobacco Control (2005).

Nicotina ajuda a parar de fumar

Não, não é a nicotina presente no cigarro. A terapia de reposição com nicotina é uma das opções  de tratamento para a cessação do tabagismo. Uma recente revisão de todos os estudos envolvendo esta terapia, a qual incluiu mais de 40.000 indivíduos, demonstrou que essa modalidade de tratamento aumentava em 50 a 70% as chances de um tabagista abandonar o vício.

Todas as formas de administração da nicotina (gomas, adesivos ou spray) foram úteis para a cessação do tabagismo. A ação positiva da nicotina sobre o hábito de fumar, foi independente de outras abordagens (não-medicamentosas) instituídas para os diversos participantes de cada estudo. Continuar a leitura »

Fumo acelera a deterioração do cérebro

Um estudo realizado na Holanda concluiu que o fumo pode acelerar a deterioração das funções cerebrais em pessoas mais velhas.

Segundo os cientistas, a taxa de deterioração é cinco vezes maior entre fumantes do que entre pessoas que nunca fumaram. O estudo do Centro Médico Erasmus, em Roterdã, foi publicado na revista especializada Neurology. Ele concluiu ainda que fumantes que abandonam o vício diminuem bastante o declínio das funções cerebrais. Para a pesquisa, encomendada pela Ação Epidemiologia da Demênica da União Européia (Eurodem, na sigla em inglês), os pesquisadores holandeses realizaram questionários e testes com 9.209 homens e mulheres acima dos 65 anos, originários de Dinamarca, França, Holanda e Grã-Bretanha. Continuar a leitura »

Imagens e frases de advertência nos maços de cigarro surtem efeito?

Uma das estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde visando diminuir o número de novos fumantes, bem como aumentar a proporção de fumantes dispostos a largam o vício , é a vinculação de imagens e frases de advertência nos maços de cigarro. Mas inserir essas imagens e frases de advertência nos maços de cigarros realmente surtem efeito?

Essas medidas estão inseridas em um conjunto de estratégias de promoção da saúde que envolvem ações nos âmbitos educativo, legislativo e econômico, todas elas com o objetivo de reduzir a exposição da população ao tabagismo. Além dessa informação, também constam nos maços de cigarros os teores de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono e o telefone do “Disque Pare de Fumar”, um serviço de orientação à população para deixar de fumar. Continuar a leitura »

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Pulmões de fumante e de não-fumante

Diariamente atendo pacientes em fase final de doenças pulmonares. Alguns com câncer de pulmão, muitos com enfisema e bronquite crônica. Vejo neles o sofrimento causado pelo cigarro e o arrependimento por não ter parado antes.

Além de ajudar as pessoas a parar de fumar, acredito ser também dever do médico participar do processo de informação e educação continuada da comunidade.

Pare de fumar e ajude alguém a parar. Enquanto é tempo.

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