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Em SP, evento marca o Dia Mundial Sem Tabaco

Cerca de 200 Kit Fissura para auxiliar pessoas que querem parar de fumar foram distribuídos ontem na estação Barra Funda da CPTM, na zona oeste de São Paulo.

Fumantes de várias regiões puderam também fazer testes para avaliar o grau de dependência do cigarro.

A Secretaria Estadual da Saúde montou uma estrutura para simular o pulmão de um tabagista, com bexigas, faixas pretas e fumaça de gelo seco em vez da de cigarro.

O evento ocorreu em celebração ao Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado no dia 31, e mobilizou 22 funcionários do Centro de Referência no Combate do Álcool, Tabaco e Outras Drogas.

“A proposta é dar um empurrãozinho para quem quer parar de fumar”, disse Ivone Charran, 54, coordenadora do programa de tabagismo.

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O número de interessados (mais de 300), porém, surpreendeu a organização.

 

Cocaína e nicotina acionam os mesmos mecanismos no cérebro

Uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos EUA, descobriu que a nicotina e a cocaína acionam os mesmos mecanismos do cérebro quando são consumidas pela primeira vez. O estudo saiu na publicação científica “Journal of Neuroscience”.

Os neurocientistas aceitam que o aprendizado e a memória sejam codificados pelo cérebro por meio de um processo chamado plasticidade sináptica, que é o fortalecimento e o enfraquecimento das conexões entre os neurônios. Quando dois neurônios se ativam com muita frequência, a ligação entre eles fica mais forte, e eles se tornam mais capazes de interagir.

“Sabemos com certeza que há grandes diferenças na forma como essas drogas afetam as pessoas, mas a ideia de que a nicotina trabalha com as mesmas conexões que a cocaína indica por que tantas pessoas têm dificuldades em largar o tabaco, e por que tantos que experimentam a droga acabam se viciando”, afirmou Daniel McGehee, neurocientista da mesma universidade que também se dedica a este campo de estudos.

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Tabaco: dependência e doença

As pessoas ainda não consideram a dependência do tabaco como uma doença. Além disso, muitos desconhecem a relação entre o vício do cigarro e as patologias que ele causa ao longo da vida.

Preocupados em descobrir se as pessoas leigas sabem que ser viciado em cigarro de tabaco é doença e também se elas identificam que o vício causa doenças específicas, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Botucatu resolveram fazer o estudo com pacientes internados por quaisquer doenças, relacionadas ou não ao tabaco, em hospital público. O resultado da pesquisa mostrou que apenas 40% consideram o tabagismo como sendo doença e um número ainda menor vincula doenças ao vício.

De acordo com o artigo que apresenta os resultados do trabalho, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia de março/abril de 2010, Irma de Godoy e colegas estudaram 186 pacientes com relação a hábitos ativos e passivos de tabagismo, aspectos demográficos, causa da internação e conhecimento deles sobre a relação entre tabagismo e doença. Avaliadas as respostas dos questionários aplicados, o grupo de pesquisa identificou 22,6% de fumantes, 34,4% de ex-tabagistas, 43% de pacientes que disseram nunca ter fumado e 73% com história de exposição passiva ao fumo.

“O diagnóstico de admissão foi o de doença possivelmente relacionada ao tabaco em 21,5% dos pacientes e em 39% dos fumantes ativos e ex-fumantes” e “a proporção de fumantes e ex-fumantes que não conheciam a associação entre o tabagismo e a causa de internação foi similar (56% vs. 65%)”, escrevem os autores. Eles explicam que “apenas 19% dos fumantes e 32% dos ex-fumantes acreditavam que o tabagismo tivesse afetado sua saúde” e que “a proporção de ex-fumantes e de não fumantes que acreditavam que parar de fumar é uma questão de vontade foi significativamente maior que aquela de fumantes ativos (64% e 53%, respectivamente, vs. 24%”. Finalmente, diz o texto, “embora 96% dos pacientes acreditassem que o tabagismo cause dependência, apenas 60% identificavam o tabagismo como uma doença”.

Fonte: Agência Notisa, citada no Informativo ANAMT

Adolescentes que fumam uma só vez ao mês podem se tornar dependentes

Adolescentes que fumam uma vez ao mês podem estar no caminho para a dependência, principalmente se apresentarem sintomas precoces, como ânsia de fumar ou irritação quando não podem fazê-lo. Essa é a conclusão de um estudo feito na Universidade de Massachusetts (EUA) e publicado no periódico científico “Pediatrics”, que acompanhou voluntários durante quatro anos.

Os adolescentes foram submetidos a 11 entrevistas individuais, de 2002 a 2006, sobre a presença de sintomas da dependência. Neste período, 62% deles fumavam ao menos uma vez por mês, 52% tinham sintomas de dependência e 40% tornaram-se fumantes diários.

Os pesquisadores observaram que a frequência com que os jovens fumavam era um indicativo de sintomas de dependência na entrevista seguinte.

Por sua vez, o número de sintomas estava relacionado a um aumento da frequência de consumo. Fumar no mínimo uma vez ao mês -ou por semana, como ocorreu em alguns casos- foi um fator de risco forte para o aparecimento de sintomas, como grande desejo de fumar, seguido por sintomas de abstinência da nicotina, aumento da frequência de consumo para diária e relatos de sensação de dependência e de dificuldade para se controlar.

Fontes: Pediatrics e Folha Saúde

Cigarros mentolados causam maior dependência

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Medicina e Odontologia de New Jersey nos Estados Unidos mostra que cigarros mentolados são mais difíceis de largar, particularmente entre fumantes americanos afrodescendentes e latinos.

O estudo analisou o efeito do mentol nas taxas de cessação de fumar entre diversos grupos dentre os cerca de 1700 fumantes que freqüentaram a Clínica de Dependência do Tabaco na Escola de Saúde Pública da Universidade. Os pesquisadores manifestaram preocupação com o fato de que muitos jovens e fumantes latinos estão se tornando dependentes de cigarros mentolados.

E também com o fato de que a indústria do tabaco poder direcionar o marketing de seus cigarros mentolados para grupos com menor poder de compra, tais como jovens, com o objetivo de fisgá-los mesmo com menos cigarros por dia. Uma recente lei em New Jersey e uma lei federal pendente proíbem a comercialização de cigarros com sabor de frutas e de balas, mas ainda permitem que o mentol seja adicionado aos cigarros.

Fonte: INCA

Mulheres tem mais dificuldade em parar de fumar

cigarro_mulher_fumandoAs mulheres têm mais dificuldades que os homens em parar de fumar. Um estudo aponta que o vício está mais associado ao fator psicológico do que químico. E a depressão, um dos motivos que alimenta a necessidade de fumar, é duas vezes mais comum nas mulheres.

Abandonar um vício de vários anos parece uma barreira instransponível para muitas mulheres. Um estudo feito por um grupo de apoio a tabagistas em São Paulo revela que a dificuldade em largar o cigarro pode ser mais psicológica do que química.

O levantamento feito com 6 mil pacientes mostra que 20% dos fumantes tem dependência da nicotina leve ou moderada. Em 30% dos casos a dependência da substância é grave e para 50% dos pesquisados, a principal dependência é a psicológica. Isso porque a pessoa se condiciona a fumar e o vício também pode mascarar uma depressão. Doença que é duas vezes mais comum nas mulheres.

Fonte: Tabagismo Online